Bem pertinente a sátira, acho que retrata bem o que nós pensamos:
Zailda Coirano – SOS Idiomas
Bem pertinente a sátira, acho que retrata bem o que nós pensamos:
Zailda Coirano – SOS Idiomas
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São duros golpes os que durante mais de uma década tentam assassinar nossa educação. Primeiro “progressão continuada”, que permitiu durante anos aos alunos de escola pública seguirem adiante sem aprenderem nada. E eu não digo que não aprenderam, digo que não tiveram a obrigação de aprender.
Enquanto tirava-se das costas do aluno a obrigação de aprender, de fazer lição de casa, de respeitar a figura do mestre, veio o segundo grande golpe: o ensino foi delegado às prefeituras. Seria tudo de bom, se atrás dessa “arte” não se escondesse outra maior: por cada aluno dentro da sala de aula a prefeitura receberia uma verba “para ser empregada em educação”.
Abriu-se então uma fonte quase inesgotável de absurdos: o que o governo quer é o aluno dentro de sala de aula para colocar em suas estatísticas que aqui no Brasil não temos alunos fora da escola. O que eles fazem dentro da escola já é outra questão…
Aí vêm as verbas “destinadas à educação”. Será que pintar os muros da escola é fundamental para a educação? Quem estabelece prioridades numa escola onde a verba é usada para reformar o páteo ou construir uma quadra de esportes, mas quando o professor de inglês quer ensinar uma música não pode tirar cópias xerox de apostilas para os alunos porque não há verba?
O que é “educação”? É ter uma sala repleta de computadores sem instalar? E por que essa mesma escola não tem um computador dentro de cada sala de aula para que o professor possa dinamizar suas aulas, adequando-as à nossa nova realidade digital? Por que não comprar um retroprojetor e criar uma sala de conferências em vez de comprar merenda superfaturada? Não que a merenda não seja importante, mas merenda é educação?
A quem a escola presta contas e quem avalia o que é mesmo “aplicado na educação”? Quando os alunos viram números, e esses números revertem-se em reais nos cofres de cada prefeitura, para onde vai a cultura brasileira?
A escola brasileira precisa urgentemente decidir em que área atua: se na formação dos indivíduos que dirigirão os rumos de nossa sociedade ou na geração de receitas para as prefeituras locais.
Enquanto a “educação” e seus rumos estiverem a cargo de políticos, cujo interesse maior é manter a sociedade burra e ignorante (e entenda-se: mais facilmente manejável e enganável), e não tivermos uma preocupação real com o ensino X aprendizado, com a formação dos jovens e a preservação de nossa cultura, não vejo saídas milagrosas nem programas competentes que coloquem a educação no lugar de destaque que merece, para a formação de uma sociedade estável, com valores morais e culturais como nosso país necessita.
Zailda Coirano – SOS Idiomas
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A partir do segundo semestre deste ano começo a dar aulas pelo Skype apenas para alunos de nível básico neste primeiro módulo. Os idiomas serão: português (para estrangeiros), inglês e espanhol.
Cada nível (básico, intermediário, avançado e master) é composto de 2 módulos. Para uma carga de 2 horas semanais, a previsão é que cada módulo dure entre 4 e 5 meses (descontando-se um mês + 15 dias de férias em cada semestre – dezembro + 15 dias de janeiro; junho + 15 dias de agosto).
Se você tem interesse no projeto entre em contato usando o formulário disponível no rodapé do blog, para saber mais detalhes sobre:
No campo “assunto” coloque: aulas Skype, dessa forma sua mensagem será respondida rapidamente.
Os interessados que se cadastrarem até o final do mês de abril receberão o primeiro boeltim com todas as informações sobre o curso escolhido, bem como tutoriais para a conexão e acompanhamento das aulas virtuais.
Zailda Coirano
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Vi hoje na TV que algumas escolas públicas em Minas terão classes multiseriadas, e fiquei imaginando os problemas que poderão surgir e também quais seriam as soluções para contorná-los ou resolvê-los.
Também fiquei sabendo pelo mesmo programa que há vários motivos para a formação desse tipo de classe, e que alguns realmente trazem benefícios para o aprendizado de modo geral.
1) Motivos pedagógicos
Dentro de um projeto educacional, reunindo alunos com níveis de aprendizado semelhantes, mesmo que em séries distintas. Esse parece ter os melhores resultados, já que a seleção dos alunos é feita de forma criteriosa, levando-se em conta sua idade, maturidade e nível de aprendizado.
Sabemos que a divisão por séries é mais ou menos heterogênea, numa mesma série temos alunos em diferentes estágios de aprendizado. A classe criada com fundamentos pedagógicos também valoriza as diferenças, o ensino não é linear.
2) Motivos educacionais e sociais
Alunos que estão com idade acima da média de sua classe são reunidos nessas classes com outros alunos da mesma faixa etária, mesmo que em séries diferentes. Reduz-se o bullying, o constrangimento de alunos mais velhos em classes de alunos bem mais novos e diminui-se a evasão escolar.
3) Motivos administrativos
Para evitar classes com poucos alunos, que sobrecarregam as escolas com salários de professores, manutenção das salas e outras verbas administrativas, juntam-se duas séries para assim diminuir os custos e viabilizar a continuidade dos estudos dos alunos.
Por não ser feita de forma criteriosa e sem levar em consideração as necessidades e diferenças dos alunos, segundo os especialistas é o modelo que tem menos chances de dar certo.
Como nunca vivi essa realidade, gostaria de saber o que pensam os colegas. Você já ensinou em uma sala assim? Quais os problemas que surgiram e como foram enfrentados? Que tipo de apoio pedagógico (ou formação adicional) é oferecido ao professor que recebe uma classe multiseriada?
Gostaria de contar com a opinião e depoimento dos leitores.
Zailda Coirano
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