quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Evasão escolar–conceitos e preconceitos

thinkingComo já vimos nas postagens Evasão escolar 1 e Evasão escolar 2, onde estabelecemos possíveis motivos para a evasão escolar e falamos sobre os sonhos dos alunos, vamos tratar agora de motivos criados pela forma com que o aluno entende a realidade sua ou de outros.

Quando se matriculam numa escola de idiomas muitos alunos já trazem uma bagagem considerável de ideias que poderão interferir de forma negativa ou positiva em seu aprendizado futuro. Vamos aqui dividir essa ideias em conceitos e preconceitos:

- conceitos: ideias adquiridas por experiência sua ou de outros, mesmo que não correspondam à realidade da maioria dos indivíduos que vivenciaram a mesma experiência.

- preconceitos: ideias baseadas em conceitos errôneos ou firmadas a partir de conclusões do próprio indivíduo com ponto de vista exterior à problemática em questão.

Nesse capítulo vamos diferenciar os dois tópicos, pois a forma de lidar com eles e ajudar o aluno a reconhecê-los é diferenciada.

Vamos ver abaixo alguns casos clássicos e frequentes, motivados por conceitos ou preconceitos.

Caso 1

O aluno tem uma tia que viveu no exterior e tornou-se fluente no idioma nativo. Acredita que só morando em um país de língua estrangeira irá aprender o idioma.

Caso 2

O aluno tem um amigo que estudou durante anos e mesmo depois de formado é incapaz de conversar ou entender o idioma escrito. Acredita que os cursos ensinam um idioma irreal, que não é o mesmo falado no país nativo.

Caso 3

O aluno já frequentou cursos de idiomas em diversas escolas, nunca ultrapassando o nível básico. O aluno acredita que é “incapaz” de aprender outro idioma.

Esses três casos exemplificam “conceitos”, porque foram adquiridos por experiências vivenciadas pelo indivíduo ou por indivíduos próximos a ele. Esses “conceitos” são os mais difíceis de serem eliminados porque estão sedimentados sobre um “exemplo real” que não podemos questionar. Ou podemos?

Caso 4

Baseado sabe-se lá em que teoria maluca, o aluno acha que só conseguirá falar uma palavra se souber como ela é escrita.

Caso 5

O aluno acredita que só conseguirá entender o significado das palavras ou como usá-las se souber sua tradução literal para seu idioma.

Caso 6

O aluno crê que para entender uma frase precisa saber a classe gramatical das palavras, as regras gramaticais envolvidas no uso de cada uma delas, decorar todas as regras antes de começar a usá-las.

Os três casos acima exemplificam casos clássicos de “preconceito”, pois não se sabe baseado em quê o aluno carrega essas ideias. Mesmo não tendo qualquer base científica ou experiência sua ou de outros que as comprove, só percebendo que esses preconceitos não têm razão de ser elas serão extirpadas ou canalizadas para atuar de forma positiva no aprendizado.

Zailda

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