sábado, 26 de maio de 2012

10 ideias para usar o Facebook no ensino

Eu sou do tempo em que se chegava na escola e sem mais essa nem aquela o professor dizia: “arranquem uma folha e guardem o caderno.” Aí ele passava as questões na lousa e a gente copiava, eram assim as provas.

Depois vieram o mimeógrafo, as cópias xerox dos livros, as provas digitadas, exercícios online… O professor acompanha a evolução da tecnologia, procurando tirar o máximo dos novos recursos e assim melhorar o desempenho e a participação dos alunos.

Como o Facebook já passou o Orkut – que até pouco tempo atrás era o mais popular entre os brasileiros – vamos aproveitar essa súbita popularidade e fazer como o artista, “que tem que estar onde o povo está”. Seguem abaixo dez ideias que você pode aproveitar ou desenvolver para usar o Facebook como auxiliar em suas aulas:

1)  Crie um grupo: depois de criá-lo, defina um email e com esse email você terá também um link personalizado para seu grupo. Passe o link para seus alunos e dessa forma você terá uma forma ágil para comunicar-se com eles. Poste vídeos, links de sites, músicas, etc. Aproveite para adicionar todas as datas importantes (como provas e entrega de trabalhos) aos “eventos” do grupo.

2) Crie uma página: se você tem um número muito alto de alunos, que inviabilizaria manejar num grupo, crie uma página e envie convite aos seus alunos. Basta que eles “curtam” que começarão a receber as atualizações por email. O funcionamento da página é parecido com o do grupo, mas na página você coloca a maioria do conteúdo e os alunos receberão as atualizações principalmente por email após curtir. No grupo, além de você ter que administrar os membros, eles devem participar também postando links, vídeos, etc. Sua escolha entre página e grupo dependerá do seu número de alunos e também da disposição deles em receber informação ou participar de debates acalorados.

3) Crie debates: no fórum de sua página ou grupo, lance perguntas sobre o tema que será tratado: o que acham que significa “sustentabilidade”? A pergunta poderá ser lançada uma semana antes de você entrar efetivamente com a matéria em classe, você pode sortear prêmios entre os acertadores, pode dar “notas” para os comentários que mais se aproximem da resposta correta, ou premiar da forma que achar melhor.

4) Coloque textos pequenos sobre a matéria: abaixo dos textos, use as “perguntas” do site, que funcionam como as alternativas dos testes. Novamente sugiro que faça isso com uma semana de antecedência ao final do “concurso” e dê prêmios para os acertadores.

5) Proponha desafios: quem primeiro postar um vídeo feito no celular com um exemplo de rochas sedimentares, por exemplo, ou qualquer assunto relacionado à sua matéria. A ideia é que eles corram para produzir um vídeo, não vale se for encontrado em outros locais da internet.

6) Envie links: peça para comentarem dizendo qual a relação do link enviado com a última aula, por exemplo. Cobre na próxima aula.

7) Poste uma foto: peça para os alunos colocarem legenda, depois coloque as melhores para que os membros ou participantes da página escolham a melhor de todas. Coloque fotos relacionadas ao que ensina: o núcleo de uma célula, o solo lunar, uma cratera, e assim por diante.

8) Personagens: coloque a foto de alguma pessoa relacionada à matéria (inventor, filósofo, escritor, historiador, imperador, presidente, etc.) e peça que descubram quem é a pessoa e o que fez, porque é importante, e assim por diante.

9) Charadas: crie charadas com personagens ou tópicos que ensinou para que os alunos descubram. Poste na página ou grupo, dê um dia ou algumas horas para que descubram.

10) Crie um documento: comece um resumo (faça o primeiro parágrafo), o próximo que se habilitar deverá continuar escrevendo o próximo parágrafo, o seguinte escreve o terceiro, e assim por diante. Tem que ser o resumo de uma lição anterior que você queira rever e tem que estar escrito com as palavras do aluno.

O segredo é manter a página ou grupo sempre com novidades para que todos os dias eles corram lá para ver o que tem de novo. Mesmo os que não participarem diretamente, com certeza irão ler e aprenderão da mesma forma.

Se tiver mais sugestões, sinta-se à vontade para postar um comentário.

Zailda Coirano – SOS Idiomas & Digital Goods

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Quando usar o idioma

9628351-do-you-speak-english-write-on-black-boardMuitos colegas se perguntam se devem usar o português com os alunos na aula de idiomas, ou se seria melhor usar sempre o idioma que estão ensinando.

Os que defendem o uso do português se justificam dizendo que os alunos sentem dificuldade para entender se tudo for dito no idioma ensinado e que usando o idioma nativo sentem-se mais seguros. Dizem também que fica mais fácil se fazer entender usando o português.

Eu entendo então que quem defende o uso do português no fundo acha que fica mais fácil para o professor. Usando o idioma nativo fica mais fácil desempenhar seu trabalho, basta dizer: isso é tal coisa, tal coisa se diz assim. E dessa forma ele crê que está cumprindo seu papel.

O inconveniente dessa “teoria” é que saber o significado de uma palavra é diferente de “saber quando e como usar” e – mais ainda – lembrar de forma automática quando ela for necessária.

Para tornar-se fluente e apto a usar um idioma, quem o aprende deve praticar até que a gramática e o vocabulário tornem-se automáticos a ponto de não ter que “pensar” ou “traduzir” quando for usar o idioma.

A tarefa do professor não é apenas informar que “isso é tal coisa e tal coisa se diz assim”, para isso bastaria que o aluno consultasse um dicionário. A missão do professor é fornecer prática, pois só a prática leva ao aprendizado e à perfeição, ou pelo menos o mais próximo possível dela.

Aprendemos a falar falando, a escrever escrevendo e assim por diante. Isso significa que quanto mais oportunidades fornecermos para que o aluno pratique o que queremos que ele aprenda, mais efetivamente estaremos ajudando-o em seu aprendizado.

Se além de fornecermos essa prática dermos ao aluno a chance de usar o que aprende em situações reais, esse aprendizado irá solidificar-se e criará “links” para que novos conteúdos e tópicos sejam aprendidos com mais facilidade.

Se o aluno disser “may I go to the restroom?” quando realmente precisa de sua permissão porque quer ir ao banheiro, essa “prática” será muito mais eficiente do que se você der como lição de casa copiar a frase “may I go to the restroom?” mil vezes.

Quando não damos ao aluno a oportunidade de usar o que está aprendendo de forma prática (usando o idioma e fazendo com que o use durante todo o tempo durante a aula) isso pode a princípio parecer que está ajudando a tornar nosso trabalho mais fácil, mas essa é uma visão imediatista. A longo prazo estaremos complicando-o porque lidaremos com alunos que não terão base suficiente para aprender matéria nova porque não memorizaram de forma eficiente nada do que foi ensinado e que se escudam no português sempre que sentem dificuldade para lembrar de alguma coisa.

Pode parecer mais difícil falar o idioma e exigir que os alunos usem o que sabem para comunicarem-se usando-o, estaremos facilitando o aprendizado deles e consequentemente tornando nossa missão mais efetiva e agradável.

Zailda Coirano – SOS Idiomas

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ouro de tolo

Bem pertinente a sátira, acho que retrata bem o que nós pensamos:

Zailda Coirano – SOS Idiomas

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A educação agoniza

São duros golpes os que durante mais de uma década tentam assassinar nossa educação. Primeiro “progressão continuada”, que permitiu durante anos aos alunos de escola pública seguirem adiante sem aprenderem nada. E eu não digo que não aprenderam, digo que não tiveram a obrigação de aprender.

Enquanto tirava-se das costas do aluno a obrigação de aprender, de fazer lição de casa, de respeitar a figura do mestre, veio o segundo grande golpe: o ensino foi delegado às prefeituras. Seria tudo de bom, se atrás dessa “arte” não se escondesse outra maior: por cada aluno dentro da sala de aula a prefeitura receberia uma verba “para ser empregada em educação”.

Abriu-se então uma fonte quase inesgotável de absurdos: o que o governo quer é o aluno dentro de sala de aula para colocar em suas estatísticas que aqui no Brasil não temos alunos fora da escola. O que eles fazem dentro da escola já é outra questão…

Aí vêm as verbas “destinadas à educação”. Será que pintar os muros da escola é fundamental para a educação? Quem estabelece prioridades numa escola onde a verba é usada para reformar o páteo ou construir uma quadra de esportes, mas quando o professor de inglês quer ensinar uma música não pode tirar cópias xerox de apostilas para os alunos porque não há verba?

O que é “educação”? É ter uma sala repleta de computadores sem instalar? E por que essa mesma escola não tem um computador dentro de cada sala de aula para que o professor possa dinamizar suas aulas, adequando-as à nossa nova realidade digital? Por que não comprar um retroprojetor e criar uma sala de conferências em vez de comprar merenda superfaturada? Não que a merenda não seja importante, mas merenda é educação?

A quem a escola presta contas e quem avalia o que é mesmo “aplicado na educação”? Quando os alunos viram números, e esses números revertem-se em reais nos cofres de cada prefeitura, para onde vai a cultura brasileira?

A escola brasileira precisa urgentemente decidir em que área atua: se na formação dos indivíduos que dirigirão os rumos de nossa sociedade ou na geração de receitas para as prefeituras locais.

Enquanto a “educação” e seus rumos estiverem a cargo de políticos, cujo interesse maior é manter a sociedade burra e ignorante (e entenda-se: mais facilmente manejável e enganável), e não tivermos uma preocupação real com o ensino X aprendizado, com a formação dos jovens e a preservação de nossa cultura, não vejo saídas milagrosas nem programas competentes que coloquem a educação no lugar de destaque que merece, para a formação de uma sociedade estável, com valores morais e culturais como nosso país necessita.

Zailda Coirano – SOS Idiomas

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Aulas pelo Skype

A partir do segundo semestre deste ano começo a dar aulas pelo Skype apenas para alunos de nível básico neste primeiro módulo. Os idiomas serão: português (para estrangeiros), inglês e espanhol.

Cada nível (básico, intermediário, avançado e master) é composto de 2 módulos. Para uma carga de 2 horas semanais, a previsão é que cada módulo dure entre 4 e 5 meses (descontando-se um mês + 15 dias de férias em cada semestre – dezembro + 15 dias de janeiro; junho + 15 dias de agosto).

Se você tem interesse no projeto entre em contato usando o formulário disponível no rodapé do blog, para saber mais detalhes sobre:

  • horários disponíveis.
  • preços.
  • duração das aulas.

No campo “assunto” coloque: aulas Skype, dessa forma sua mensagem será respondida rapidamente.

Os interessados que se cadastrarem até o final do mês de abril receberão o primeiro boeltim com todas as informações sobre o curso escolhido, bem como tutoriais para a conexão e acompanhamento das aulas virtuais.

Zailda Coirano

Website   Loja Virtual   Web Rádio   Facebook   Twitter 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...